Nascido em 1964, no Rio de Janeiro, João Jardim, formou-se em Jornalismo pela
Faculdade da Cidade e estudou cinema na Universidade de New York. No início da sua
carreira trabalhou como assistente de direção nos longas "Faca de Dois Gumes", de Murilo
Salles, "Dias Melhores Virão", de Cacá Diegues, e "Moon Over Parador", de Paul Mazursky.
Na Rede Globo, na década de 90, integrou o núcleo do diretor Carlos Manga, atuando
como editor das minisséries "Memorial de Maria Moura" e "Agosto" e como diretor de
"Engraçadinha". Ainda para a TV, dirigiu os documentários "Free Tibet" e "Terra Brasil" –
este último premiado no Festival de Televisão de New York – e editou "João e Antônio",
especial com Tom Jobim e João Gilberto e a série "Caetano Veloso", "50 Anos", de Walter
Salles. Entre outros trabalhos como editor destaca-se o documentário "1930, Tempo de
Revolução", de Eduardo Escorel.
O primeiro longa-metragem de João Jardim, "Janela da Alma" (2002), em parceria com
Walter Carvalho, surpreendeu a todos por sua temática incomum: a visão. O documentário
se tornou o oitavo lugar daquele ano nas bilheterias brasileiras, ficando em cartaz por 48
semanas - um recorde em se tratando de documentários. O diretor ainda levou para casa
oito prêmios, entre eles os de Melhor Documentário da Academia Brasileira de Cinema, da
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e dos festivais internacionais Message to
Men (Rússia) e Ecocinema (Grécia).
Quatro anos mais tarde, João Jardim repetia o sucesso de público e crítica com "Pro Dia
Nascer Feliz" (2006) agraciado com dez prêmios – incluindo três de Melhor Documentário
na Mostra de São Paulo (júris oficial, popular e da juventude) e três entre os mais
importantes do Festival de Gramado: dois de Melhor Filme (crítica e júri popular) além do
Prêmio Especial do Júri.
Nos últimos anos João dirigiu alguns episódios da série de "Por toda a minha vida", para a
Rede Globo, sobre Nara Leão, Elis Regina, Raul Seixas e Dolores Duran. Os programas
sobre Elis e Nara Leão foram indicados ao Prêmio Emmy Internacional respectivamente em
2007 e 2008 na categoria Melhor Programa de Arte. Atualmente, trabalha no lançamento
de seu novo longa-metragem, "AMOR?", sobre relações afetivas que envolvem violência.
Karen Harley dirigiu vários documentários curta-metragens sobre artistas brasileiros como
Ernesto Neto em "Nós pescando o tempo"; um retrato biográfico do artista Leonilson
intitulado "Com o oceano inteiro para nadar" (Melhor Curta no Festival do Rio, em 1997); e
"Comfundo", sobre Marcos Chaves.
Como editora Karen trabalhou vários cineastas, entre eles, Cacá Diegues em "Tieta" e
Fábio Barreto em "O Quatrilho", que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme
Estrangeiro em 1995. Com Mika Kaurismaki, Karen editou "Moro no Brasil" (2002), "Honey
Baby" (2003) e "Brasileirinho" (2005).
Em 2001, ela trabalhou com os diretores João Jardim e Walter Carvalho no premiado
"Janela da alma". Em 2005, editou "Cinema, Aspirinas e Urubus", do diretor Marcelo
Gomes que estreou na Mostra "Um Certo Olhar" do Festival de Cannes de 2005. O filme
ganhou mais de 30 prêmios, incluindo Melhor Montagem, para Karen, do Brazilian Film
Academy. O "Baixio das Bestas", de Cláudio Assis, ganhou o Tiger no Rotterdam Film
Festival de 2007. Mais recentemente, em 2009, ela trabalhou com Karim Ainouz e Marcelo
Gomes em "Viajo porque preciso, volto porque eu te amo", que foi lançado no Festival de
Veneza, e premiado como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cuba e no Festival Santa
Maria da Feira, Portugal, no mesmo ano. Lixo Extraordinário é o primeiro longametragem
de Karen Harley como diretora.